sábado, 30 de maio de 2009

A Vieira (Faltando 73 dias)

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O Caminho de Santiago tem uma grande relação com a água, seja por ter o corpo do apóstolo ter chegado pelo mar, seja pela dificuldade que havia no passado em se traçar uma rota segura que proporcionasse bicas suficientes para que os peregrinos pudessem seguir seu caminho com certeza de abastecimento. Um pouco desta relação está demonstrada com o uso da vieira, que geralmente o viajante carrega consigo. Esta concha tem vários significados.


Há quem diga que um peregrino seguia a cavalo, quando repentinamente o animal disparou em direção ao mar. Assustado, o peregrino pediu socorro a Santiago e uma forte onda devolveu-o a terra firme. Retomada a consciência, o peregrino percebeu que seu manto estava repleto de conchas. Talvez por isso a vieira assumiu este significado de proteção.

Conta-se também que a vieira era uma prova de que o peregrino teria chegado até o fim do caminho, em Finisterra, e que assim, teria concluído o caminho, tendo portanto direito a benção da Igreja.

Outros contam que a vieira servia como credencial, como um passe, que identificava os peregrinos para que estes recebecem abrigo e alimentação dos moradores das vilas localizadas pelo caminho.

Seja por um motivo ou por outro, o fato que a vieira é uma tradição do peregrino. Ela não deve ser comprada, mas sim ganha como presente. Espero ganhar a minha. Caso não ganhe, vou comprar ro uma para dar a Nusa e ela pode comprar outra para dar para mim :)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Diário de Viagem (Faltando 75 dias)

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Recebi uma surpresa hoje pelo correio. Um diário de viagem. Presente de minha querida amiga, também jornalista, Luciana Cristo.

Fiquei tão feliz com o presente!

Na capa tem até um carimbo do Caminho de Santiago com uma vieira e o nome da cidade de Burgos.

Na dedicatória ela escreveu:
"Uma pequena contribuição para uma grande viagem. Espero que seja uma experiência de grande aprendizado e inesquecível. Sua amiga, Luciana Cristo."

Ela é um amor de pessoa e acho que gosta de viajar tanto quanto eu. Assim que ela voltar do Atacama vou ligar para agradecer.

Com certeza esse diário vai comigo para o caminho. Já medi e ele cabe direitinho na minha pochete :)



sexta-feira, 22 de maio de 2009

Companheira de Jornada (Faltando 81 dias)

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Quando decidi trilhar o Caminho de Santiago nunca imaginei que alguém tivesse a coragem de ir junto comigo. Na verdade, duvidava que algum conhecido tivesse interesse em usar as férias para caminhar 800 km com uma mochila nas costas, por isso nem considerei tal possibilidade.

Fiquei surpreso quando minha prima, a psicóloga Josélia Danusia Sura, manifestou sua vontade de me acompanhar nessa empreitada. A princípio achei que fosse só “fogo de palha” da parte dela, e só comecei a acreditar mesmo quando ela comprou a bota e fez o passaporte.

No início ela queria andar menos, e pretendia me encontrar no meio do caminho, na Cidade de Burgos. Depois de ler o livro “assim na terra como no céu”, sobre a peregrinação da Lady Foppa, cismou que queria começar em Saint Jean Pied do Port. Tudo porque a Lady descreveu a cidade como um “presépio”, veja só.

Josélia, ou simplesmente Nuza como a chamamos, é quase 15 anos mais velha que eu, mas nem parece. Por coincidência vamos começar a andar no dia do aniversário dela.

Embora não tenha preparo nem porte físico de atleta, está se empenhando bastante nos treinamentos. Achei que ela ia acabar desistindo, mas parece que cada vez que alguém duvidava, ela ganhava mais força para continuar.

Mesmo indo juntos, sei que cada um terá espaço para fazer o seu caminho e viver as suas experiências por lá. E vai ser ótimo ter alguém conhecido por perto para compartilhar tudo isso.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Momento Reflexão (Faltando 83 dias)

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Não há como deixar de lembrar que, se eu não tivesse adiado, estaria indo para a Espanha hoje. A essa hora já estaria no aeroporto de Curitiba, me preparando para embarcar para Guarulhos - São Paulo.

Se de um lado surge aquele sentimento de pena por ter de esperar mais um pouco, por outro surge a certeza de que não me arrependo das decisões que tomei. Mesmo que as coisas não tenham saído do jeito que eu esperava, não me arrependo nem um pouco.

Voltando a falar do teste da RPC (que foi o fator decisivo para o adiamento), sempre acreditei que me sentiria se tentasse e não fosse selecionado - outra vez - do que se não participasse. Assim, ao menos estou em paz comigo mesmo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Caminho de Santiago, que diacho é isso? (Faltando 84 dias)

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Diz a história que, após a ressureição de Cristo, os apóstolos seguindo a orientação que o Senhor lhes transmitiu na terceira aparição, saíram da Judéia para espalhar suas palavras em terras desconhecidas.

Tiago, filho de Zebedeo e Salomé e irmão de João “O Evangelista”, frustrado com as constantes perseguições que Cristo sofreu e que continuava atingindo todos os demais cristãos, decidiu pregar em Finisterrae um lugar muito remoto onde não haviam perseguições aos cristãos. Esta região, a mais a oeste da Europa, era então considerada o fim do mundo.

Após uma longa jornada, em um pequeno veleiro que praticava o comércio em todo o Mediterrâneo, chegou a Iria Flávia, cidade na qual conseguiu vencer várias dificuldades iniciais e à partir da qual iniciou seu trabalho de evangelização entre os povos da região. Após seis anos de pregação, decidiu que era hora de voltar à Palestina a fim de contar o que tinha conseguido e trazer mais evangelizadores à Hispania.

O retorno foi muito difícil e dois anos depois finalmente aportou em Jafa e seguiu para Jerusalém. Nesta época os judeus eram regidos por Herodes Agrippa, que levou as perseguições aos judeus às últimas conseqüências. Após um curto período de pregação, Tiago foi preso e sentenciado à morte por decapitação e abandono dos restos mortais às feras do deserto.

Cumprida a sentença, os seus irmãos de fé conseguiram recolher o seu corpo, que foi embalsamado e transportado de volta à Hispania por Teodoro e Atanásio, dois discípulos convertidos em Iria Flavia. Uma vez de volta a Finisterrae, Tiago foi sepultado em um bosque de difícil acesso que recebeu o nome de Libredunum. À partir de então gerações de eremitas se revezavam na tarefa de velar o túmulo do Apóstolo.

Passaram-se quase setecentos anos, quando em 822, dois camponeses acreditaram ter visto muitas luzes vindas de um bosque êrmo. Alertado, o Bispo Teodomiro empreendeu uma viagem ao local e lá encontrou o eremita Pelayo que lhe relatou que velava o túmulo de Santiago, todo envolto por luzes. A notícia foi rapidamente levada ao rei Afonso II que mandou construir uma capela e um monastério, tornando-se o primeiro peregrino a visitar o local. Assim nasceu um dos mais importantes centros de peregrinação: o Caminho de Santiago de Campo Estela.

À partir de 845, começaram a chegar os primeiros peregrinos e já em 862 o local não suportava mais o fluxo de fiéis, o que fez com que os restos mortais fossem transladados para Santiago de Compostela. Em 1075 deu-se o início da construção da atual catedral. No século XI, o caminho partia de quatro cidades da França: Tours, Vézelay, Lê Puy até Ostabad e de Arlés até Somport. Devido à importância que o Caminho adquiriu, em 1135, o Papa Calixto II, incumbiu o frade Aimeric Picaud de escrever uma obra a respeito, tendo sido produzido o Líber Sancti Jacobi, em cinco volumes. Um dos volumes descreve pormenorizadamente o caminho, sendo considerado o seu primeiro guia.

Com o fim da Idade Média, o Caminho de Santiago perdeu a sua importância e foi gradativamente esquecido. Somente no século XX, ele foi novamente resgatado e começaram as peregrinações modernas. O Caminho de Santiago foi declarado Conjunto Historio Artístico em 1962, é considerado Patrimônio Cultural Europeu pela Unidade Européia e Santiago de Compostela foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1962.

(Texto retirado do site da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago – AACS)

Existem vários trajetos para se percorrer a pé até Santiago. Eu escolhi o Caminho Francês (linha verde no mapa), iniciando em Saint Jean Pied do Port na França (ponto 4 no mapa).

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A loucura de percorrer 800km a pé (Faltando 85 dias)

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A meu ver, o primeiro e grande passo na preparação para se percorrer o Caminho de Santiago é saber exatamente por que decidiu fazê-lo. Afinal, ninguém acorda um belo dia e, sem mais nem menos, diz: “Vou para a Espanha caminhar 800 km”, não é mesmo?

No meu caso, a opção pela peregrinação foi o resultado de um processo. Tudo começou em 2005, quando estive muito próximo da morte. Minha visão da vida mudou radicalmente depois dessa experiência (que não vem ao caso descrever em detalhes). Aprendi muitas coisas naquele dia. Aprendi que a vida é efêmera, que basta um piscar de olhos e tudo acaba. Percebi que passamos muito tempo nos preocupando com coisas que, no fim das contas, na verdade não tem tanta importância. Que vivemos numa espécie de letargia e que a vida simplesmente passa sem que se viva efetivamente. E o mais importante, senti a presença de Deus de uma forma que nunca havia sentido antes.

Confesso que sempre fui cético em relação a religião. Embora tenha crescido na igreja católica nunca me senti envolvido de verdade. E naquele dia, quando estive perto de morrer, quando o filmezinho da minha vida passou diante dos meus olhos, senti o Deus perto de mim e o quanto ele me amava. Parece loucura, mas esse é o tipo de coisa da qual só quem já experimentou vai entender realmente do que estou falando.

Depois disso passei a ter uma outra consciência da minha existência. Passei a freqüentar as missas e a realmente compreende-las. Mais tarde fui convidado a fazer parte do grupo de Treinamento de Lideres Cristãos — TLC minha paróquia, tive a oportunidade de participar das chamadas Oficinas de Oração e, mais tarde, acabei assumindo a coordenação da Pastoral do Adolescente.

Não resolvi fazer o Caminho de Santiago para viver uma experiência mística a la Paulo Coelho, Nem pela simples aventura ou pelo turismo. Minha ida para a Espanha também não tem nada a ver com fuga da realidade nem com a busca de Deus, pois já O encontrei aqui mesmo. Trilhar o caminho, para mim, será muito mais um exercício de fortalecimento da fé e da confiança em Deus que qualquer outra coisa.

Mas precisa ir pra Espanha para exercitar a fé? Sinceramente, não precisa mesmo. Aqui no Brasil, inclusive, existem vários trajetos semelhantes para se percorrer a pé, com paisagens tão (ou até mais) deslumbrantes que as da Europa. Mas o fato de estar em outro país, inserido em outra cultura, a meu ver, torna a experiência ainda mais enriquecedora e os desafios ainda maiores.

Para concluir, posso dizer que fui “chamado” a percorrer o caminho. Sei que é meio complicado compreender isso, mas fé e razão são coisas completamente distintas. Não é a toa que se diz que: “A palavra de Deus é loucura para os sábios”.



domingo, 17 de maio de 2009

Afinal, por que adiar? (Faltando 86 dias)

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Muitas pessoas ainda me perguntam sobre o motivo de ter adiado a peregrinação. Nesse aspecto a gripe suína até que veio a calhar como desculpa, mas o fato é que não foi apenas um motivo, várias coisas contribuíram para que a data fosse alterada (as passagens já estavam compradas inclusive) e nem sempre estou disposto a explicar todos os por menores.

Motivo um: No fim de 2008 o restaurante dos meus pais estava passando por dificuldades financeiras e minhas economias para a caminhada acabaram servindo de socorro. Eu emprestei praticamente tudo para a empresa, sem juros. Até agora não conseguimos recuperar quase nada desse dinheiro porque tivemos muitas despesas extras. Eu poderia fazer um empréstimo com juros baixos no Banco do Brasil se fosse viajar, não fossem os outros motivos.

Motivo dois: Esse na verdade não pesou tanto na decisão, mas o adiamento acabou sendo providencial. A Churrascaria foi contratada para duas festas grandes de casamento no mesmo dia, 23 de Maio, data em que eu já estaria na Espanha. Até aí nenhum problema, já servimos festas duplas antes. O problema era que, além de eu não estar, minha mãe foi convidada para ser madrinha de Crisma e a missa é no mesmo horário das festas. Dois funcionários também não poderão trabalhar nesse dia devido a compromissos anteriormente assumidos. Já que vou estar por aqui, menos mal.

Motivo três: Esse é o mais complexo. Quem leu meu post anterior viu que decidi fazer o caminho depois de me desiludir com testes de seleção para um trabalho que eu sempre quis muito. Pois bem, quando decidi fazer o Caminho também decidi não fazer mais a prova da RPC. Aquilo realmente não era pra mim, já estava provado que não me queriam lá. Mas esse ano, quando abriu uma nova seleção, a vontade de lutar por uma vaga cresceu a níveis incontroláveis.
Foi realizada uma primeira seleção em fevereiro, para repórter cinematográfico. Não era exatamente o que eu queria, eu sei, mas estava realmente disposto a me dedicar a essa função. Passei na primeira fase, fiz uma entrevista individual, e não fui chamado mais uma vez. Fiquei super abalado. O que me deixou mais triste nessa situação é que das 8 vagas só 6 foram preenchidas. Eu queria tanto aquela chance, poxa! Me senti um verdadeiro lixo.

Sobre essas seleções para o treino da TV é importante dizer que todas as vezes fui aprovado na primeira fase, da qual participam centenas de jornalistas. E sempre fui preterido na segunda, nas dinâmicas de grupo. Eu não sou um mal profissional, mas de alguma forma acho que não simpatizam muito comigo por lá. Azar o deles, perderam um ótimo funcionário, sem falsa modéstia.

Como se não bastasse a lição da decepção me inscrevi para o segundo processo seletivo em abril (dessa vez para repórter, produtor, apresentador, e editor que é o que eu sempre sonhei em ser). A data do resultado ia coincidir com a minha viagem, mas se eu não passasse era só viajar, e se não passasse ainda conseguiria mudar as datas das passagens. O porém era minha companheira, minha prima. Ela precisava fazer o pedido de férias dela no mínimo 30 dias antes, não podia ficar nessa pendência de eu passar ou não numa prova. Então achamos que o mais sensato seria adiar mesmo a partida em 3 meses.
Resultado: Fui muito mal na primeira fase e já sabia que minhas chances de passar eram quase nulas. Até que reprovar na primeira fase revelou-se muito menos frustrante que na segunda.

Motivo quatro: Gripe Suína, é lógico! :)

Com tudo isso aprendi que não se pode ter tudo na vida e que às vezes precisamos tomar decisões difíceis. Se não passei nas seleção todas essas vezes, paciência. Não era pra ser. Ao menos não era pra ser agora. Só me pergunto se Deus quer me provar para que eu seja persistente ou simplesmente me mostrar que esse não é o meu caminho. Na dúvida, se houver seleção para trainees em 2010, estarei mais uma vez entre os candidatos, mesmo que pela última vez. Apenas formados até 4 anos podem participar e eu me formei em 2006.

Nossa partida para o Caminho ficou marcada então para o dia 12 de agosto. a...Vamos perder o casamento de um primo vou perder um retiro Tive que pagar um adicional pelas passagens por ser alta temporada e também uma multa pela mudança. Vou perder um retiro importante e não vamos estar presentes no casamento de um primo. Afinal, não se pode ter tudo não é? Precisamos aprender a abrir mão de algumas coisas para seguir em frente. Igual no Caminho, quando precisamos abandonar alguma coisa para aliviar o peso da mochila, mas aí já é assunto para uma postagem futura...


Caminhadas de preparação: Amanhacer nos Pirineus pienenses

sábado, 16 de maio de 2009

Sobre a Decisão e os Preparativos (Faltando 87 dias)

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No dia 20 de maio de 2008 simplesmente decidi que ia fazer o Caminho de Santiago de Compostela. Mas como eu ia fazer ainda não sabia.

Estava um pouco abatido na época após a segunda rejeição no teste de seleção para o treinamento da RPC - afiliada da Globo aqui no Paraná - e queria realmente viver uma experiência nova, viajar, me aventurar pelo mundo. Foi então que me lembrei do Caminho de Santiago e percebi que era exatamente o que queria.

Naquela mesma semana pesquisei o máximo que pude sobre o Caminho. Vi que maio era apontado como um dos melhores meses para a peregrinação, então resolvi que iria no ano seguinte. Um ano era um período considerável para a preparação física, compra de equipamento e também seria o tempo suficiente para que pudesse juntar o dinheiro de que ia precisava. Na época eu trabalhava com meus pais no restaurante deles (o que ainda faço nos dias de hoje) e também fazia um informativo para a prefeitura da minha cidade, o que me proporcionava uma renda extra. Fiz os cálculos e percebi que se guardasse todo o dinheiro da prefeitura, até o fim do meu contrato em dezembro, teria a quantia necessária. Como não tinha despesas com moradia e alimentação não ia ser muito difícil, era só economizar.

Através dos sites das Associações de Amigos do Caminho (do Rio de Janeiro e de São Paulo) fui descobrindo mais detalhes sobre a preparação e sobre a peregrinação em si. Comprei alguns livros de peregrinos e aos poucos fui envolvido pela atmosfera do Caminho Francês.

Logo tratei de comprar minha bota de Caminhada, a qual comecei a usar no dia a dia para amaciar, de acordo com as recomendações. Foi o calçado mais caro que comprei na vida.

Nessa mesma época também dei entrada no processo para o passaporte, já que nunca havia viajado para fora do País antes.

Vendo meus preparativos minha prima, a psicóloga Josélia Sura, também se interessou pelo Caminho e disse que iria comigo. Confesso que não levei muita fé no início, e demorei a acreditar que ela realmente estivesse disposta a caminhar 750km na Espanha, mas ao longo desse ano seu empenho realmente me surpreendeu. (Falarei mais sobre ela em posts futuros).

Aos poucos fui completando meu "enxoval" de peregrino e, junto com minha prima, comecei a fazer caminhadas preparatórias. No início andávamos 5km por dia. Alguns meses depois já caminhávamos 23km com a mochila nas costas pelos morros que circundam nossa pequena cidade.

Durante todo esse período eu pensei em reativar meu antigo blog para descrever cada etapa da preparação a medida que fossem sendo vencidas, mas confesso que realmente não estava disposto a dividir essas coisas, mais por preguiça e comodismo que por qualquer outro motivo. Mas essa semana, com a aproximação da data da partida (que infelizmente foi adiada para agosto) resolvi arregaçar as mangas e criar um blog novo. Como diz aquele velho ditado: "Antes tarde que mais tarde ainda".

Hoje faltam 87 dias para que eu efetivamente decole rumo a Espanha, mas minha caminhada já começou há um ano. Nesse espaço pretendo compartilhar minhas experiências até aqui e claro, publicar notícias direto do Caminho de Santiago quando chegar a hora.

Sintam-se a vontade para comentar e perguntar.

Buen Camino!