segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Cebreiro - Sarria (37 km)

O albergue do Cebreiro tinha uma vista incrível, cada vez que a gente passava em frente a uma janela pensava que era uma pintura, mas era tudo real. Fui na missa na pequena igreja de pedra do lugar, no século IX aconteceu um milagre eucaristico nessa igreja e a hostia que virou carne está lá até hoje em exposiçao. Emocionante.


Milagre Eucarístico (nao sei se vai dar para me escutar, falei baixo para nao incomodar quem estava em oraçao).

Um detalhe sobre as missas daqui, sao bem curtinhas e nao tem cantos, duram no máximo 40 minutos. Acho que as missas "maiores", como eles dizem, devem ser mais completas, mas sao sempre ao meio dia e nesse horário estou sempre caminhando.

Depois da missa vi um pedaço da apresentaçao de música que tinha na rua (vide vídeo abaixo). Depois bati um papo com a hospitaleira gaúcha Carmem. O Chimarao ficou só na promessa. (O pessoal da AACS deve lembrar da Carmem porque ela quebrou o braço no encontro de Curitiba ano passado, segundo me contou). Aliás encontrei mais uma gaúcha vendendo velas na entrada da igreja, a Angélica. O cebreiro estava mais infestado de gaúchas que de "chinches", menos mal.


O Cebreiro: Apresentaçao de música na rua (E quando estávamos jantando eu disse para a Jo que era CD hehe. Mas tudo bem, eu até tomei vinho do copo dela por engano, e olha que o meu estava cheio de água, umpf!)

Tinha muita gente no albergue do Cebreiro. Às 16h já estava lotado. Quanto mais perto chegamos de Santiago mais peregrinos aparecem. Por falar em perto, faltam menos de 150 km agora!

Hoje saímos cedo. A Jo saiu comigo, mas no alto do Poio ela parou para tomar cafá e nao me alcançou mais, memso eu parando várias vezes. Na verdade acho que ela nem veio até Sarria. Deve ter ficado em Tricastela ou em algum outro albergue depois de Sanxil. Achamos que esse seria um trecho tranquilo, mas apesar das sombras nos bosques tinha muitas descidas e subidas. Eu mesmo fiquei sem água num trecho, parei várias vezes para descançar e cheguei aqui só às 16h. Por sorte nao tive mais dores e cheguei bem. Só sofri um pouco com o calor.

Foi um trecho bem longo e bem bonito. passava por vilas rurais nas montanhas. Tinha muitas vacas peregrinas e um cheirinho de esterco no ar. Tinha um trecho, inclusive, com um rio de bosta de vaca hehe.

Aqui em Sarria nao tinha mais lugar no albergue municipal. Acabei indo para um privado mesmo. Sarria é uma cidade maior do que eu pensava, mas nao vou poder ver muita coisa porque cheguei tarde. No albergue encontrei o Nicolá, o francês que o Pierre nos apresentou em Boadilla. Sempre passo por ele no caminho. Ele se assustou quando disse que vim do cebreiro, ele veio de Tricastela e caminhou só 21 km.

Hoje é dia da independencia do Brasil! É estranho passar essa data fora do país.

No sábado foi o casamento do meu primo Marcio. Infelizmente perdi a festa. Felicidades ao casal!

Apreciando a vista em Foncebadon

Frio e Neblina na Cruz de Ferro. (A melhor foto que consegui lá foi com a máquina apoiada na cerca e disparo por timer, eita peregrinos ruins da vista)

O Castelo de Ponferrada: Difícil fazer autofoto contra o sol e sorrir ao mesmo tempo rs.

Parada para recuperar o fôlego na subida do Cebreiro.

Jo curtindo a vista do Cebreiro.

"Carreiros" por onde andei hoje

Mais "carreiros" por onde passei

8 comentários:

Carol disse...

Noooossa! eu amei a foto do castelo de Ponferrada! é lindo... aquela graminha verde em volta! ai,ai... imagina eu aí. Um dia consertesa!
Continue a andar mano! bjo!

Nilza - SJRPreto-SP disse...

Caro Peregrino Sandro,
Você tem razão: a paisagem do Cebreiro parece uma pintura, uma pintura divina.
Buen Camino!

Zé William disse...

Uffe li tudo! Andei alguns afatado do computador porque estava participando de um encontro de radioamadores de Curitiba aqui em Natal. Era o pessoal do Araucaria DX Group. (X encontro).
Já passei um 7 de setembro no rio oiapoque em frete a guiana francesa
Não me encanta mais estas datas estou decepcionado com o que fizeram com o Brasil, o povo não sabe se quer o significados e a origem das cores. O verde não é mata, são as cores da dinastia de Bragança, a qual pertencia D. Pedro I O amarelo não e ouro é a cor simboloicada Dinastia de Habsburgo da familia de D. Leopoldina. A esfera azul com as palavras Ordem e Progresso um dos mais conhecidos lemas do filósofo Auguste Comte fundador do positivismo.

Bruno Miguel disse...

Aeee...blz...

entao pah..show de bola a vaca peregrina!!!hahahahha...

e sobre 7 de setembro...tava massa...os adolescentes desfilarem super bem...vc deve estar com saudades deles neh bicho...mas vai firme q tah acabando...fica com Deus amigo!!ALEGRUIAAA...SEMPRE MAIS ALTO!!!

lucas gandin disse...

Pensei hoje comigo, depois de chegar em Santiago, deverias voltar para o ponto de partida!

Luciana disse...

Viajei no feriado e voltei super curiosa para saber notícias suas...rsss. Eita, que você já está bem perto!!! Curta bastante esses últimos trechos!!! Ultreya! Luciana

Luciano disse...

Boas fotos ja pensou em fazer jornalismo !? rsss...

O casamento do Marcio estava Muito Bom apesar da chuva, teve praticamente uma semana de festas, que comessaram antes do sábado e só acabou no domingo a noite. há teve um fusca roubado la na churrascaria era de um parente da Rane.

Anônimo disse...

OI,
Parabéns estou admirado com sua viagem até o castelo de Ponferrada, eu que trabalhei por 2 anos com grandes historiadores pelo mundo, ouvir falar que este castelo era um dos lugares mais cobiçados pelos especialistas em cavaleiros templários, receio que daqui alguns meses eu esteja passando por essa Experiência...

Parabens...
E obrigado por compartilhar com nós sua Experiência...